Transforme-mo-nos!!!
Por Isabelly Souza .
A educação da mulher por muito tempo foi considerada desnecessária e vista com certo descaso, pelas sociedades, principalmente no que se refere ao campo cultural. No imaginário masculino predominava a idéia de que mantendo a mulher com pouca instrução, sem acesso à arte de ler e escrever, restrita ao espaço domestico, facilitaria a imposição da supremacia masculina. Como não havia um sistema formal de educação feminina, os conventos no Brasil, fundados a partir do século XVII, constituíram-se em espaços no qual a mulher teve acesso a educação.Nota-se que a educação nos internatos femininos reafirmava a mentalidade da época sobre a postura de preparar adequadamente as jovens a partir das expectativas da sociedade. Ao final do século XIX, num período em que as mulheres eram educadas para permanecer no recinto do lar, as freiras participavam de atividades como, no campo da educação, da saúde e assistência social, comuns na sociedade. Conscientes ou inconscientemente as religiosas influenciaram outras mulheres.
Comparando com os séculos antepassados, hoje podemos dizer que o mundo evolui bastante em relação a mulher, mais sabemos que ainda temos muito a avançar. Por mais que estejamos passando por profundas mudanças de cunho da estratificação social, com a ascensão das classes mais baixas, a desigualdade ainda é grande, nos revoltam e nos fazem entender a necessidade de nos organizarmos no movimento estudantil para que com ele, venhamos alcançar o que é nosso por direito , queremos igualdade, queremos salários igualitários, queremos ser vista na sociedade não só pela nossa beleza, mais sim pelo nosso caráter. O período escolar transcorre uma fase de nossa vida no qual passamos por diversas transformações, físicas, psicológicas, a forma de ver a vida e nosso ambiente escolar muda, da mesma forma que nós. Falar sobre o feminismo na atualidade, soa para alguns como contraditório, pois as vezes dançamos algumas musicas que nos expõe enquanto mulher, nos vulgarizam e ridicularizam nossa imagem, as vezes somos coagidas pelo próprio sistema o qual nos ensina que rosa é de mulher e azul é de menino. Porque eu não posso brincar de carrinho? Por que sempre quando nossa professora esta se referindo a classe é conjugado o verbo no masculino? Exemplos como esses, nos fazem cada dia entender que ao mesmo tempo em que avançamos, ainda sofremos com a cultura do machismo enraizado na sociedade. Não podemos nos sentir culpada, nossa roupa não é e nunca será um convite para o estupro.
Hoje, entendo que o movimento estudantil é o primeiro espaço, onde as estudantes secundarista podem se posicionar como mulheres,refletir sobre as questões, pautando as contradições em uma sociedade que ainda as exclui socialmente e politicamente. Somente organizadas dentro do Movimento Estudantil que nós conseguiremos respaldo para seguir transformando cotidianamente nossas realidades. Hoje, convido todas vocês para juntas, construirmos um movimento feminista para que unidas possamos alcançar nossas vitórias e conquistar o que é nosso por direito, vamos juntas construir um Brasil, menos machista e com direito igualitários para todas nós mulheres.

btf
ResponderExcluirlegal. ótimo. Renilde
ResponderExcluir